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Meu filho e eu começamos uma tradição:
Treinar juntos aos domingos. Minusletter #32
Numa dessas sessões perguntei por que ele havia decidido construir músculos, adotar alimentação limpa e até parar de beber.
A resposta me pegou de surpresa:
"Pai. Eu quero ser nerd. Se vou ser nerd, vou entrar no shape."
Fiquei em silêncio por uns bons três segundos. Aquilo era mais profundo do que parecia.
Meu pai era assim.
Ele foi um dos primeiros a entender o surgimento da Microsoft quando todo mundo ainda achava que computador era coisa de ficção científica.
Ele abriu planilhas no VisiCalc — aquela que o Excel depois engoliu inteiro — com a seriedade de quem decodificava o futuro.
Não era somente sobre ferramenta. Era sobre identidade.
Eu também fui por esse caminho. Abracei o Excel quando o chefe ainda pedia resumo impresso.
Fui early adopter de tudo. Quebrei a cara algumas vezes. E agora estou enfiando na cabeça — com a teimosia de sempre — o AI First.
Daí li o manifesto da McKinsey & Company: 12 temas que separam empresas que realmente se transformam com IA das que só falam sobre isso.
E sabe o que me chamou atenção?
A vantagem não vem da IA.
Vem de quem decide aprender mais rápido do que o mercado esquece.
Os 12 temas da McKinsey são, no fundo, uma única pergunta disfarçada de 12 formas diferentes:
Você está construindo a capacidade de se reinventar — ou apenas comprando ferramenta nova?
Capacidades > tecnologia.
Pessoas > algoritmos.
Velocidade de aprendizado > velocidade de deploy.
Meu filho entendeu isso melhor do que a maioria dos C-levels que conheço.
Ser nerd nunca foi sobre saber mais.
É sobre nunca parar de aprender.
Caminho sem volta? Sim.
E quanto antes você entrar no shape, melhor.
Um abraço do @minusfour
🔗 Post do Lewis Walker ➲ que inspirou essa reflexão: https://lnkd.in/df_66Y4v
🔗 McKinsey AI Transformation Manifesto: https://lnkd.in/d5Finsnr
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